STJ se ocupa com relatórios de produtividade e não julga

 E continua em 28 de agosto do ano seguinte ao anotar: “338.711 novos processos chegaram ao tribunal em 2018, enquanto 377.574 foram baixados definitivamente, ou seja, a corte consegue atualmente julgar mais do que recebe, o que permite a redução do estoque de processos. Em 2016, o STJ tinha mais de 370 mil processos em tramitação. No ano seguinte, houve uma redução recorde de 11% no acervo, e 2017 chegou ao fim com 330 mil processos em tramitação. O ano de 2018 marcou um novo recorde, com redução de 11,1%, levando o estoque ao patamar de 293.375 processos”.

Lamentavelmente, há alguns lustros, no país, por força da invasão do neoliberalismo econômico, propulsor da teoria do Estado-mínimo, a linguagem jurídica, filha de um dos ramos mais nobres da Filosofia, a ética, acabou sendo substituída pela linguagem da Economia, que, ao contrário, longe da ética, cuida de buscar vantagens materiais a qualquer custo.

Mais lastimável ainda é constatar que, sem se dar conta de sua extrema relevância para a sociedade, aquela corte superior tenha se deixado cair nessa armadilha que enaltece a economia e coloca em segundo plano o direito do cidadão e a justiça.

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